by JoaoRPereira on Nov.22, 2009, under história, Navios
E o tema desta vez é navios, barcos e embarcações(este tema foi sugerido pelo Pedro Almeida, a quem agradeço a dica)
Mais uma vez isto tudo vai ser organizado por questões a que vou responder para depois se tiverem uma opinião a dar possam faze-lo nos comentários.

Antes de continuar queria só relembrar um pouco a importância e imponência que os navios sempre tiveram na história, já para não falar da sua beleza incomparável. Quantas vezes é que desejaram poder estar na época dos descobrimentos num navio, mesmo não sendo o capitão deste, e navegar para o novo mundo, todos os dias fazendo novas descobertas. Quantas vezes ficaram agarrados á televisão quando passa uma daquelas batalhas no alto mar?
A verdade é que ainda hoje a ideia de descobrir está presente na cabeça de todos, talvez ja não em navios mas em vaivens e naves espaciais. O Homem sempre foi(e acho que sempre será) um ser curioso e tentará chegar sempre mais longe e acho que da mesma maneira que o Homem conquistou o mar conquistará tambem o espaço e as estrelas.
Agora passemos as questões:
Como é que um navio actual consegue flutuar?
A resposta a esta pergunta é bastante simples e por isso não costuma ser aceite por muita gente.
Porque o navio é mais leve que a água. Sim é verdade pode parecer absurdo mas é mesmo assim.
É claro que o aço inox pesa muito mais que a água, então qual é o segredo?
O segredo é o tamanho do navio, ou melhor a forma do seu casco. Para exemplificar, um de nós pode tentar andar sobre água mas acho que todos sabemos que não vamos conseguir, mas se nos deitar-mos somos capazes de flutuar.
A diferença está na concentração desse peso. No primeiro exemplo, ele fica todo concentrado nos pés da pessoa. Já no segundo é distribuído por toda a área do corpo. Aí, é como se você ficasse mais leve, pelo menos do ponto de vista da água que o ampara. Para os barcos, vale exactamente a mesma regra.
Como é que um barco á vela pode ser mais veloz que o vento que o impulsiona?
Existem duas forças a actuar sobre o barco.
Uma é a propulsão, causada pelo vento agindo sobre a vela. Outra é a resistência hidrodinâmica, a força da água sobre o casco, que dificulta o deslocamento da embarcação. Não é bem a velocidade do vento que faz o barco se mover, mas a força que ele exerce sobre a vela, chamada propulsão. Quanto maior a vela, maior será essa força. Se a vela for muito pequena, o barco nem sairá do lugar. A melhor situação para o velejador dá-se quando o vento incide lateralmente, de forma constante. Neste caso, a vela é colocada a cerca de 45 graus em relação ao vento. A força dele, em parte, vence a resistência hidrodinâmica sobre o casco e, em parte, propulsiona o barco para a frente.
Porque é que a velocidade do barco é medida em nós?
A unidade deriva de um sistema de medição de velocidade bastante primitivo - chamado barquinha - este começou a ser utilizado no século XVI. O instrumento consistia, basicamente, em uma corda com uma das extremidades amarrada a uma prancha pesada, de madeira, e a outra a um carretel, do mesmo material.
Essa corda era marcada com nós em intervalos regulares de aproximadamente 14,5 metros. Quando o barqueiro desejava saber a velocidade a que estava navegando, a prancha era lançada ao mar. Com o barco em movimento, a água fazia a madeira desacelerar, fazendo com que a corda se soltasse do carretel que permanecia no barco. Com a ajuda de uma ampulheta, o barqueiro observava quantos nós se desenrolavam em um determinado período de tempo. Actualmente, esse método rudimentar não é mais utilizado, mas a palavra nó continua a ser utilizada para calcular a velocidade das embarcações em todo o mundo. Hoje, 1 nó equivale a 1,852 quilómetros (ou 1 milha náutica) por hora.
Quais são os postos da marinha?
Os militares são divididos em dois grupos principais: os fuzileiros e os marujos da armada
Posto
Soldado ou Marinheiro
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
No posto mais baixo na hierarquia dos fuzileiros está o soldado. É ele que, durante uma guerra, desembarca e combate em terra firme
Corpo da armada
Marujo é o nome genérico de qualquer militar que serve na armada, não importa a patente. O posto mais baixo entre os marujos é o de marinheiro
Posto
Cabo
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Comanda as esquadras de tiro, pequenas unidades compostas de três soldados e um cabo
Corpo da armada
É especializado em alguns serviços. Certos navios têm cabos peritos em manobras e reparos, por exemplo
Posto
Terceiro-sargento
Segundo-sargento
Primeiro-sargento
Suboficial
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Os militares com esses postos comandam grupos de combate, que são unidades formadas por três esquadras de tiro
Corpo da armada
Supervisionam divisões dos navios como a divisão de proa (parte da frente da embarcação). Como os cabos, também podem ser especializados em algumas funções
Posto
Segundo-tenente
Primeiro-tenente
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
São responsáveis pelos pelotões, unidades formadas por três grupos de combate ou até 45 militares
Corpo da armada
Chefiam os supervisores das divisões. Em embarcações menores, podem dirigir departamentos, que são conjuntos de divisões. Para pilotar aviões da Marinha é preciso ser, no mínimo, um segundo-tenente
Posto
Capitão-tenente
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Comanda as companhias, formadas por cerca de 200 combatentes
Corpo da armada
É o comandante de pequenas embarcações, como os navios de patrulha fluvial (40 a 60 pessoas) e balizadores (cerca de 20 pessoas)
Posto
Capitão-de-corveta
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Companhias mais estratégicas, como as de polícia e as unidades de apoio ao desembarque, são chefiadas por um capitão-de-corveta
Corpo da armada
Comanda navios de porte intermediário, como a corveta (122 pessoas) e navios de assistência hospitalar
Posto
Capitão-de-fragata
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
É responsável pelos batalhões, gruposcom cerca de 800 militares que formam um quartel
Corpo da armada
Comanda embarcações estratégicas durante uma batalha, como submarinos e navios-tanque
Posto
Capitão-de-mar-e-guerra
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Capitaneia uma base, espécie de quartel-general que centraliza as atividades de apoio ao combate em determinada área
Corpo da armada
Comanda os navios de grande porte. No Brasil, o porta-aviões são paulo é chefiado por um capitão-de-mar-e-guerra
Posto
Contra-almirante
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Pode comandar distritos (regiões geográficas) menos estratégicos. O 6º Distrito Naval, formado por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é dirigido por um contra-almirante
Corpo da armada
Embarcações e aeronaves do país todo são divididas em três forças: a força de superfície (navios), a força aeronaval (helicópteros e aviões) e a força de submarinos. Cada força é comandada por um contra-almirante
Posto
Vice-almirante
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
A partir deste posto, as funções passam a ser mais políticas e, por isso, desaparece a distinção entre fuzileiros e marujos. O vice-almirante comanda distritos navais, que são unidades responsáveis pelas águas (litoral, rios e represas) de determinadas regiões. Como uma espécie de "Detran aquático", cada distrito também fiscaliza barcos civis
Posto
Almirante-de-esquadra
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
É o mais alto posto da Marinha, escolhido diretamente pelo presidente da República. Ele comanda os oito distritos navais do país. O posto de almirante, imediatamente superior, só existe em época de guerra
Posto
Ministro da Defesa
Divisões da tropa
Corpo de fuzileiros
Subordinado ao presidente, é ele quem dirige as Forças Armadas e toma as decisões mais importantes relativas à organização das tropas. O ministro não precisa ser, necessariamente, um militar
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